LEISHMANIOSE VISCERAL

 

A LEISHMANIOSE VISCERAL é uma doença causada por um protozoário (parasita unicelular) denominado Leishmania que necessita de um inseto (VETOR) e de um animal vertebrado (RESERVATÓRIO) para completar o seu ciclo. O cão é o principal reservatório da leishmaniose no ambiente urbano. A transmissão da leishmaniose ocorre SOMENTE através da picada de um inseto “flebotomíneo” (Vetor), que vive em locais ricos em matéria orgânica em decomposição, com presença de umidade, ausência de movimentação de ar e ausência parcial ou total de luz.

NÃO ocorre transmissão direta de homem a homem, do animal ao homem e, nem de um animal a outro animal. O período de incubação (tempo decorrido entre a exposição a leishmania e o inicio dos sintomas) é de 10 dias a 2 anos (média de 2 meses).

Portanto, faz-se necessária a tomada das seguintes medidas, a fim de reduzir o risco de transmissão da leishmaniose.

1. Medidas de proteção individual:

P Evitar ambientes externos no período de atividade do mosquito (crepuscular e noturno);

P Utilizar calças compridas e camisas de manga comprida nos horários crepusculares e noturnos;

P Telar as janelas da casa.

2. Medidas de proteção para o cão

P Utilizar coleiras repelentes à base de Deltametrina 4%;

P Procurar um médico veterinário caso haja suspeita de cão doente;

P Recolhimento dos cães com exames laboratoriais positivos para leishmaniose;

ü Não transferir ou adquirir cães de outras áreas, principalmente, quando de regiões endêmicas, sem a realização dos exames que comprovem a saúde do animal.

3. Medidas ambientais

P Podar as árvores evitando o sombreamento excessivo. Limpar os quintais e jardins e aparar os gramados. Os restos de poda e da limpeza do terreno, bem como, as folhas e os frutos caídos no chão devem ser acondicionados em sacos plásticos e disponibilizados para a coleta publica;

P Manter o abrigo dos cães em local ventilado, sem umidade e com iluminação solar;

ü Limpar diariamente os abrigos dos animais, removendo todos os dejetos e os restos de comida, acondicionando em sacos plásticos e disponibilizando para a coleta pública;

ü Acondicionar e destinar corretamente o lixo;

ü Materiais, como madeiras, devem ser mantidos sobre estrados com altura mínima de 40 cm do solo e, materiais em desuso, como restos de obras, devem ter um destino adequado.

 

Fonte: Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde/SVS/SES-DF

 

Mais dicas:

 

ü Existem vacinas próprias para a prevenção da Leishmaniose no mercado. Apesar de caras (cada dose custa cerca de R$ 80,00 e as vacinas devem ser aplicadas 3 vezes a cada 21 dias, sendo reforçada uma vez por ano), elas são consideradas hoje, uma boa opção na imunização dos cães.

Valem algumas considerações: 1) A Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde/SVS/SES-DF não reconhece as vacinas como algo cientificamente comprovada. 2) Algumas vacinas, após a aplicação nos animais, fazem com que esses animais apresentem resultado positivo se submetidos a testes. Assim, antes da aplicação da vacina, torna-se necessária a realização de um exame, que deverá ser guardado como comprovação de sua realização. Desta forma, a comprovação do exame, somado ao comprovante de aplicação das vacinas, valerão como prova de que um possível resultado positivo obtido após tal aplicação é oriundo da vacina e não de uma infecção do protozoário.

Há vacinas que não acusam “soro-positivo” em exames realizados após sua aplicação.

ü Cães infectados podem passar por tratamento. Apesar desta não ser uma prática adotada pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde/SVS/SES-DF em função dos custos que envolvem o tratamento, pode-se procurar a ajuda de um veterinário para a realização do tratamento.

A doença não tem cura cientificamente comprovada, mas pode ser controlada de forma a garantir a vida do animal e evitar a propagação da doença.

ü Outra opção de repelente que pode ser utilizado nos cães, são medicamentos à base de Cipermetrina, que vêm demonstrando eficácia, sem apresentar efeitos colaterais.

ü Uma vez que a transmissão da Leishmania se dá por meio de um mosquito (mosquito palha), a ocorrência de um animal infectado em meio ao plantel não significa, obrigatoriamente, a infecção de outros animais.

Assim, torna-se possível o “isolamento” do protozoário em um animal, utilizando-se as coleiras e os repelentes já citados.

ü Vale sempre ressaltar que PREVENIR é melhor, mais barato e mais inteligente do que REMEDIAR. Portanto, faça a prevenção de seus animais por meio de repelentes líquidos, coleiras e, se possível, de vacinas!

 

Forte abraço e sucesso!!!

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